29 janeiro 2019

Juiz autoriza a ‘transferência’ de Marcelo Piloto, do Paraná para presídio de Mossoró

Juiz autoriza a ‘transferência’ de Marcelo Piloto, do Paraná para presídio de Mossoró
O juiz titular da Vara de Execuções Penais do Rio, Rafael Estrela, autorizou a transferência do traficante Marcelo Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, da penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná, para a unidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
A transferência do traficante ainda depende do aval da Justiça Federal do estado para onde ele será levado. Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está no presídio federal de Mossoró desde 2017. Ambos pertencem à mesma facção criminosa.
Em sua decisão, Rafael Estrela ainda autorizou a permanência definitiva de Piloto em presídio federal de segurança máxima. Em 19 de novembro do ano passado, o juiz havia determinado a inclusão provisória do traficante no presídio de Catanduvas horas após ele ter sido expulso do Paraguai, onde estava preso desde o fim de 2017.
Na decisão que autorizou a inclusão definitiva de Piloto em presídio federal, o juiz da VEP afirmou que o retorno de líderes de facções para o Rio agravariam a sensação de insegurança e instabilidade no estado. O magistrado também frisou a necessidade de manter Piloto fora do estado para dificultar sua comunicação com comparas. “Apermanência do apenado fora dos limites do Estado do Rio de Janeiro é um importante obstáculo ao fluxo de comunicações entre tais líderes e seus comandados, no que tange à transmissão de ordens ilícitas, o que viabiliza a continuidade da austera política de segurança pública implementada pelas autoridades fluminenses”, escreveu Estrela.
Piloto foi expulso do Paraguai três dias após ter matado a jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos, dentro do quartel da polícia onde estava preso. Ela, que visitava Piloto pela segunda vez, foi morta com 16 facadas. O crime teria sido cometido para evitar a extradição de Piloto para o Brasil, que já havia sido autorizada pela Justiça paraguaia.

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